Minha história com a construção civil começou em 2015, em Três Pontas, Minas Gerais. E, curiosamente, não foi dentro de uma faculdade ou de um escritório de engenharia. Foi em uma loja de materiais de construção.
Desde os primeiros dias, tudo me despertava curiosidade. Até aquelas pequenas peças hidráulicas, com tantos modelos, medidas e funções diferentes, me fascinavam. Eu queria aprender, entender para que servia cada coisa e descobrir como tudo se encaixava em uma construção.
Com o tempo, percebi que meu interesse ia muito além dos materiais.
Eu gostava de conversar com os pedreiros, ouvir suas experiências e, sempre que surgia uma oportunidade, visitar as obras para acompanhar o que estava acontecendo. Aprendi muito com esses profissionais, que me ensinaram coisas que nenhum livro conseguiria mostrar da mesma maneira.
Foi nessa época que decidi cursar Engenharia Civil.

Minha trajetória continuou passando por diferentes áreas da construção. Trabalhei em uma madeireira, onde aprendi sobre madeiras, telhados, vigas e suas aplicações, sempre em contato com carpinteiros e profissionais experientes.
Depois, tive a oportunidade de trabalhar em uma construtora e incorporadora. Lá, desenvolvi projetos arquitetônicos residenciais e participei da rotina de gestão e acompanhamento de obras, trabalhando com orçamentos, compras, medições e cronogramas.
Também atuei na gestão da execução de infraestrutura de loteamentos, acompanhando serviços de drenagem, esgotamento sanitário, redes elétricas, movimentação de terra e pavimentação.
Mais tarde, em um escritório de engenharia, assumi uma atuação ainda mais completa. Fui responsável pela elaboração dos projetos desenvolvidos pelo escritório durante minha passagem por lá, além de realizar o acompanhamento e a gestão das obras.
Essa experiência também me aproximou dos processos de aprovação, da documentação junto às prefeituras, das exigências da Caixa Econômica Federal e das etapas necessárias para transformar um projeto em uma construção regularizada.
Cada etapa me ensinou algo diferente. E todas elas contribuíram para formar a profissional que sou hoje.
Mas existe uma parte da minha maneira de enxergar a engenharia que não veio apenas da faculdade ou das obras.
Veio também da experiência de viver uma casa.
Eu sei que uma casa não é feita apenas de paredes, portas e janelas. É onde a rotina acontece, onde as coisas precisam ter seu lugar, onde buscamos conforto depois de um dia cansativo e onde construímos nossas memórias.
E é por isso que acredito que nem sempre o mínimo é o suficiente.
Um ambiente pode atender às medidas mínimas exigidas e, ainda assim, não oferecer o conforto ou a praticidade que aquela família precisa.
Uma cozinha precisa funcionar na hora de preparar uma refeição. Uma lavanderia precisa facilitar as tarefas do dia a dia. Um quarto precisa acolher. E cada escolha, desde a posição de uma tomada até a iluminação de um ambiente, pode fazer uma diferença enorme na rotina.
Não quero projetar apenas espaços que funcionem no papel. Quero pensar em como as pessoas realmente vão viver dentro deles.
Foi com essa visão que decidi ampliar meu trabalho, unindo a engenharia civil ao design de interiores e ao estudo da iluminação.
Porque acredito que a técnica e a estética não precisam caminhar separadas. Um projeto pode ser bonito, bem dimensionado, funcional e pensado para a realidade de quem vai utilizá-lo.
Hoje, à frente da LP Engenharia, meu objetivo é oferecer muito mais do que desenhos e soluções técnicas.
Quero ouvir, entender as necessidades de cada cliente e transformar essas informações em projetos que façam sentido, tanto na construção quanto no dia a dia.
Carrego comigo tudo o que aprendi ao longo desses anos: o conhecimento dos materiais, as conversas com quem executa, a experiência de desenvolver projetos e acompanhar obras, a formação em engenharia e, principalmente, a curiosidade que me fez gostar dessa profissão desde o começo.
Porque uma casa bem projetada não é apenas aquela que fica bonita quando está pronta. É aquela que continua fazendo sentido todos os dias, quando a vida acontece dentro dela.
